Santo Dias da Silva era operário metalúrgico e membro da Pastoral Operária de São Paulo. Foi morto pela Polícia Militar quando comandava um piquete de greve, no dia 30 de outubro de 1979. Desde a sua trágica partida, 41 anos se passaram mas a luta e história jamais serão esquecidas! Este ano por conta da pandemia do COVID-19 as homenagens são online, pelos canais Facebook e YouTube. Assistam, compartilhem e divulguem!

14h  –  Fábrica Sylvania – Cemitério Campo Grande
Transmissão ao vivo da pintura da rua Quararibeia, onde Santo Dias foi assassinado, e celebração no cemitério Campo Grande. Facebook: https://fb.me/e/54Zmix1Aa

19h  Live com Luciana Dias Gustavo Conde entrevista Luciana Dias. – Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=A-aWMGFvN28  

20h  Homenagem a Santo Dias ao vivo Transmissão ao vivo da homenagem feita por Celso Maldos e Comitê Santo Dias, com músicas e depoimentos dos familiares e companheiros de Santo – Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC8rzDfqpnEDSIqV4M8sLXYQ

Quem foi Santo Dias

Era lavrador, mas foi expulso da terra onde vivia com a família em 1961, após participar de um movimento por melhores condições de trabalho. Na capital paulista, trabalhou em fábricas e tornou-se um líder operário bastante reconhecido entre os trabalhadores.

Em 1978, passou a integrar a Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo e o Comitê Brasileiro pela Anistia (CBA). Ao comandar um piquete de greve em frente à fábrica Silvânia, em Santo Amaro, Zona Sul de São Paulo, foi morto com um tiro na barriga. O movimento era pacífico e contava com a participação de cerca de 50 operários.

Houve grande mobilização dos trabalhadores para protestar contra o assassinato de Santo Dias. O corpo do operário foi retido pela polícia. Só a partir da interferência de sindicalistas e parlamentares, conseguiu-se sua liberação. Foi velado na Igreja da Consolação por milhares de pessoas e, no dia seguinte, houve uma grande marcha até a Praça da Sé para a cerimônia de encomendação do corpo.

Santo Dias se tornou mártir da luta operária. Familiares, amigos e companheiros criaram o Comitê Santo Dias para pressionar pela condenação do soldado Herculano Leonel, acusado de desferir o tiro que matou o operário, e não deixar a história cair no esquecimento. O policial foi condenado em 1982 a seis anos de prisão, mas recorreu e o processo foi arquivado.

O nome de Santo Dias se imortalizou em ruas, parques, pontes e no Centro Santo Dias de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo. Há também o Prêmio Santo Dias de Direitos Humanos, promovido pela Assembleia Legislativa de São Paulo. O local de sua morte é visitado anualmente, no dia em que foi morto, por militantes e sindicalistas.

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