O Sintricom realizou, na manhã desta quinta-feira, 27 de agosto, uma assembleia com os trabalhadores terceirizados da empresa C3, na Revap, para discutir os graves problemas enfrentados com o convênio médico oferecido pela empresa. A atividade foi conduzida pelo presidente do Sindicato, Marcelo da Costa, com a participação da diretoria da entidade.

Desde maio, o Sintricom vem mantendo negociações e tratativas com a C3 diante das constantes reclamações dos trabalhadores. Entre os principais problemas estão a baixa qualidade do plano, a falta de atendimento em São José dos Campos e nas cidades próximas, a rede credenciada insuficiente, a cobertura limitada e as dificuldades para conseguir consultas, exames e autorizações.

Diante das cobranças do Sindicato, a C3 pediu um prazo de 60 dias para solucionar o problema e substituir o convênio. No entanto, o novo plano apresentado mostrou-se tão ineficaz quanto o anterior, sem garantir atendimento adequado aos trabalhadores e seus dependentes. Mesmo após novas cobranças do Sintricom, a empresa não tomou nenhuma medida concreta para resolver definitivamente a situação.

Durante a assembleia, Marcelo destacou que não basta oferecer um convênio apenas para cumprir formalmente o acordo. O plano precisa funcionar, garantir atendimento amplo, ter qualidade e contar com uma rede credenciada na região onde os trabalhadores vivem e trabalham. O presidente também criticou situações em que o trabalhador precisa se deslocar para cidades distantes, como Campinas, para conseguir atendimento médico.

“Não estamos pedindo nenhum privilégio. Estamos exigindo um plano de saúde digno, sem custos adicionais para os trabalhadores, com qualidade e atendimento em São José dos Campos e na região. O que está em jogo é a saúde, a tranquilidade e a dignidade dos trabalhadores e de suas famílias. A greve não deveria ser necessária, mas, se for o único caminho para garantir esse direito, ela será feita”, afirmou Marcelo da Costa.

O presidente reforçou ainda que a falta de assistência médica adequada também afeta a saúde emocional dos trabalhadores, que permanecem preocupados com a própria saúde e com a de seus familiares. Para o Sindicato, um convênio de qualidade precisa oferecer acompanhamento preventivo, consultas e exames, e não apenas atendimentos emergenciais.

Após os debates, os trabalhadores deram um basta e aprovaram o estado de greve. A C3 recebeu um ultimato: a empresa terá 72 horas para se reunir com o Sintricom e apresentar uma opção concreta de plano de saúde que contemple todos os trabalhadores, tenha cobertura ampla e garanta atendimento de qualidade na região. Caso não haja uma solução, os trabalhadores entrarão em greve a partir de terça-feira, 1º de setembro.

A mobilização recebeu o apoio de diversas entidades sindicais. Participaram da assembleia a Feticom-SP, representada pelo tesoureiro Marcelo Ferreira; a Subsede da CUT no Vale do Paraíba, representada pelo coordenador regional Marcelo Reis; além de representantes do Sindicato dos Condutores do Vale do Paraíba, do Sindicato da Construção Civil de Guarulhos, do Sindicato dos Papeleiros de Jacareí e do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté.









O Sintricom reafirmou que permanece aberto ao diálogo, mas não aceitará novas promessas ou soluções provisórias. A reivindicação é clara: um plano de saúde digno, eficiente, sem coparticipação e com atendimento próximo para todos os trabalhadores da C3 e seus dependentes.