Ato na Portaria P4 cobrou uma solução definitiva para o acesso ao Terminal; em seguida, assembleia aprovou proposta que preserva benefícios e amplia a PLR
O Sintricom esteve no TEBAR, em São Sebastião, na manhã desta sexta-feira, 18 de setembro, para conversar com os trabalhadores e cobrar providências diante dos problemas enfrentados diariamente na entrada do Terminal.
Participaram da atividade o presidente do Sindicato, Marcelo da Costa, e os diretores Reginaldo Garcia, Davi Pereira e Francisco Eudes.
A primeira atividade foi um ato de repúdio contra as longas filas provocadas pelo sistema de acesso e registro de ponto na Portaria P4. Mesmo chegando cedo para cumprir sua jornada, os trabalhadores ficam retidos do lado de fora, expostos ao sol e à chuva, muitas vezes iniciando o trabalho com as roupas molhadas.
O problema é acompanhado pelo Sintricom desde a Campanha Salarial. O Sindicato já cobrou providências da Transpetro e levou pessoalmente a situação até a sede da Petrobras, no Rio de Janeiro. Entretanto, até o momento, nenhuma solução definitiva foi apresentada.
Durante a mobilização, a entrada começou a acontecer com mais rapidez, demonstrando que o fluxo pode ser organizado quando existe disposição para resolver o problema. Para o Sintricom, porém, não basta liberar o acesso apenas nos dias de protesto. É necessário corrigir definitivamente o sistema.
“Os trabalhadores não podem continuar pagando pela ineficiência de um sistema que não funciona. Se o problema persistir, faremos novos movimentos, por períodos maiores, até que a gerência da unidade nos atenda”, afirmou Marcelo da Costa.
O Sindicato defende que, enquanto o sistema não for aprimorado, os trabalhadores sejam liberados nas catracas mediante a apresentação do crachá e do documento com foto, realizando o registro de ponto diretamente nas empresas contratadas, que já possuem controle próprio de frequência.
Trabalhadores da GCB aprovam proposta
Após o ato de repúdio, o Sintricom realizou uma assembleia com os trabalhadores da GCB para apresentar a proposta do Acordo Coletivo de Trabalho.
Durante a assembleia, Marcelo da Costa explicou os pontos negociados pelo Sindicato, incluindo a manutenção dos salários e benefícios definidos durante a Campanha Salarial e a ampliação do valor integral da Participação nos Lucros e Resultados — PLR — para R$ 5.500.
Também foram prestados esclarecimentos sobre a formalização do acordo, a assinatura dos trabalhadores e o posterior registro do instrumento coletivo, garantindo segurança jurídica e o cumprimento dos direitos negociados.
Colocada em votação, a proposta foi aprovada por ampla maioria. Agora, o Sintricom dará continuidade aos procedimentos necessários para a assinatura e a formalização do Acordo Coletivo com a empresa.
Além das cláusulas econômicas, os dirigentes reforçaram que o Sindicato continuará fiscalizando as condições de trabalho, a segurança e eventuais situações de pressão ou assédio dentro do contrato.
“A aprovação demonstra que o diálogo direto com os trabalhadores é o caminho. O Sintricom continuará presente no TEBAR, acompanhando o cumprimento do acordo, fiscalizando as condições de trabalho e cobrando respeito de todas as empresas”, declarou Marcelo.
Jefferson Pipe continua sem pagar as rescisões
Durante a atividade, o Sintricom também alertou sobre a situação dos trabalhadores da Jefferson Pipe. A empresa rescindiu os contratos no dia 18 de agosto e tinha o prazo de dez dias para efetuar o pagamento das verbas rescisórias. O prazo terminou, mas os valores não foram pagos.
Em reunião com o Sintricom, a Jefferson Pipe afirmou que regularizaria os pagamentos até 4 de setembro. A empresa também pediu prazo até 30 de setembro para pagar 50% do valor da multa decorrente do atraso. Entretanto, até o momento, nem mesmo as verbas rescisórias vencidas foram quitadas.
O comportamento demonstra falta de compromisso e respeito com os profissionais que prestaram serviços para a empresa e agora dependem desses valores para garantir o sustento de suas famílias.
O Sintricom orienta todos os trabalhadores prejudicados a procurarem imediatamente o Sindicato e apresentarem seus documentos. A intenção é reunir as informações necessárias para o ajuizamento de uma ação coletiva, buscando o bloqueio de valores e o pagamento dos direitos de todos os trabalhadores.
A organização dos trabalhadores é fundamental para que as medidas jurídicas sejam adotadas e para impedir que a Jefferson Pipe continue fazendo promessas sem cumprir suas obrigações.
Sintricom — Com o trabalhador. Na luta pelos seus direitos.