Sintricom busca MPT para intermediar situação na UTGCA

Sintricom busca MPT para intermediar situação na UTGCA

O presidente em exercício do Sintricom, Marcelo Rodolfo quer levar ao conhecimento e buscar a intervenção do Ministério Público do Trabalho, os constantes atrasos nos pagamentos dos trabalhadores em algumas empresas na UTGCA (Unidade de Tratamento de Gás) em Caraguatatuba. A situação é reflexo da precarização na formatação e na gestão dos contratos com terceirizadas na Petrobrás.

O Sintricom tem intermediado e agido para garantir que os trabalhadores recebam sua quitação. Caso da G&E, que encerrou o contrato, mas deixou o pessoal a ver navios, onde uma ação judicial movida pela entidade conseguiu que os valores da última medição ficassem retidos na Petrobrás e fossem destinados para o pagamento dos demitidos. Uma audiência marcada para o próximo dia 21 deve garantir o repasse das verbas aos demitidos.

Agora com a Liga Engenharia, o problema é ainda mais grave, pois afeta o pagamento dos salários, ajuda de custo e adiantamento. E ao contrário do que acontecia antes, quando os problemas surgiam na quitação, a situação dos trabalhadores está complicada desde o primeiro mês da prestação dos serviços em janeiro desse ano.

GREVE CONTINUA

Iniciada na última segunda-feira, segue sem prazo para terminar, a greve dos trabalhadores da Liga Engenharia, que estão com salário e ajuda de custo atrasados. Hoje em assembleia na portaria da UTGCA, o presidente em exercicio do Sintricom, Marcelo Rodolfo parabenizou-os pela mobilização e ressaltou que levará o caso ao Ministério Público do Trabalho.

“Vamos ao Ministério Público do Trabalho solicitar que ele chame a Petrobrás porque a situação de vocês está se alastrando para outras empresas. Tem o problema da G&E, que não está em uma situação favorável, mas continua pegando contrato, Tá pegando a Parada aqui, mas largou uma parada em Cubatão, onde os trabalhadores não receberam a quitação e ela pode deixar trabalhador vivendo aqui também. Vou chamar uma reunião lá (MPT). Vou ver com os companheiros do Sindipetro-LP pra gente fazer a assinatura do documento juntos e para irmos numa mesa fortalecidos”, disse o presidente.

SINDIPETRO REFORÇA PARCERIA COM O MOVIMENTO

O diretor do Sindipetro-LP, Marcelo da Silva, reforçou hoje em assembleia que tem pressionado a gerência da UTGCA para uma solução para o caso, que tem tratado a questão de forma burocrática. “Nós buscamos uma reunião com a gerência da unidade, que não deu muita atenção pra isso. Disse que está fazendo a parte dele (gerente da unidade), cobrando e aplicando multa. Mas, isso não resolve o problema de vocês. Pois, quando chega nesse processo, que é uma questão burocrática, fica sem solução e vocês ficam sem salário. Por isso, importante manter a tranquilidade e a mobilização. O dinheiro para pagar a Liga está retido e será liberado quando acertarem a documentação”, disse Marcelo.

Entenda o caso

A Liga Engenharia assumiu contrato que antes era executado pela G&E, encerrado em dezembro. Desde que assumiu tem atrasado o pagamento dos salários, ajuda de custo e adiantamento. A empresa alega que ainda não recebeu nenhuma fatura da Petrobrás, pois tem pendências na documentação. Ela não teria apresentado a CND (Certidão Nacional de Débitos) por estar em dívida com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).


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