Contra truculência dos patrões trabalhadores votam Estado de Greve na Revap

Os trabalhadores das terceirizadas da Revap aprovaram hoje (13) em assembleia realizada pelo Sintricom de São José dos Campos e Litoral Norte (Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil e Montagem Industrial) e Feticom, estado de greve até a próxima quarta-feira, em protesto a postura das empresas que se recusam a conceder reajuste salarial e pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados)

Os trabalhadores reivindicam reajuste de 3% nos pisos e salários, a serem pagos retroativos a maio, data-base da categoria, pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no valor de R$ 5893,56, ajuda de custo mensal de R$ 810,00, cesta natalina de R$ 396,59. Além da manutenção de todas as cláusulas sociais e econômicas do acordo anterior.

Mas, após várias tratativas para o fechamento do acordo coletivo as empresas Estrutural, NM, Engevale, Método Potencial, Herbert, A&M, Passaúra, Global, Niplan, Comau, Vital, Falcão Bauer afirmaram por videoconferência e por e-mail enviado ao Sindicato, que não irão pagar a PLR e nem qualquer percentual de reajuste esse ano.

Para o presidente em exercício do Sintricom, Marcelo Rodolfo da Costa, a decisão das empresas é absurda, pois querem retirar direitos há anos duramente conquistados e colocar nas costas dos trabalhadores a culpa dos supostos prejuízos causados pela pandemia da Covid-19.

“Nós não iremos aceitar a retirada de nenhum direito de vocês. Já está na hora da gente arregaçar a manga e trabalhar para nós, ou os nossos benefícios irão para o ralo. Porque a nossa PLR era para receber agora em novembro e disseram “não tem”, disse o presidente em assembleia.

O vice-presidente da Feticom-SP, Gilmar Guilhen, também criticou a postura das empresas.
“Nós construímos um acordo, nós discutimos com vocês e para nossa surpresa dias depois as empresas começaram andar para trás. E eles não podem vir com a desculpa da COVID-19 para tirar direitos. Nós já cedemos o que tinha que ceder. Nós queremos que as empresas voltem para a mesa com aquilo que nós passamos um dia todo construindo e depois aprovamos com vocês”, disse Gilmar Guilhen, vice-presidente Feticom.

O ex-tesoureiro do Sintricom, Jorge Costa destacou a importância da organização e da manutenção dos diretos.
“As empresas já foram beneficiadas pelo governo federal várias vezes. Puderam parcelar a PLR do acordo passado, postergaram pagamentos de FGTS, receberam ajuda financeira para reduzirem salários. Nós temos que manter a nossa organização. Se a gente perder as nossas conquistas jamais vamos recuperar nossos direitos.”
Caso não aja nenhuma mudança na decisão das empresas, os trabalhadores devem iniciar greve na próxima quinta-feira.

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